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Missão cumprida: A Espiã Que Sabia de Menos provoca ótimas gargalhadas

Dirigido por Paul Feig, A Espiã Que Sabia de Menos proporciona momentos divertidos, tanto pelos diálogos de pura irreverência ao universo da espionagem quanto pelas cenas de humor físico protagonizadas por Melissa McCarthy. O filme tem resoluções, por vezes, fáceis demais porém coerentes com a proposta.

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Imagem/Fox Films


Depois de uma situação traumática, a personagem de Melissa deixa o cargo de analista da CIA e se oferece para entrar em ação. Diferente dos tradicionais agentes como o Bradley Fine de Jude Law, ela será a alternativa ideal para investigar um plano diabólico que pretende colocar uma bomba nuclear nas mãos de terroristas.

No melhor estilo 007, o longa assume o tom de sátira e brinca com o repertório comum ao gênero. Destaque para os disfarces usados pela protagonista em uma clara oposição a qualquer espécie de glamourização, e  também para os diálogos travados com o 'super' espião vivido por Jason Statham, outro contraponto aos mitos propagados pelo cinema.


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Jason Statham em cena - Imagem/Fox Films
Mas é no encontro com a 'perigosa' búlgara de Rose Byrne que a mescla entre situação e diálogo resulta em momentos de humor garantido, aliás, um mérito das atrizes e também de Paul Feig que dirige e assina o roteiro. Algo que dispensaria as piadinhas prontas com morcegos e ratos ou as excessivas caretas de Miranda Hart.

As resoluções fáceis, principalmente, nos momentos de maior tensão ficam evidentes e poderiam ter sido melhor trabalhadas, todavia, mantêm coerência com a paródia feita ao estilo James Bond de ser e agir. Crítica descontraída presente nas cenas típicas de perseguição ou mesmo no figurino de gala da personagem central.

Com produções como Missão Madrinha Casamento (2011) e As Bem-Armadas (2013) no currículo, o diretor tem em Melissa McCarthy um grande trunfo e se consolida no segmento da comédia com A Espiã Que Sabia de Menos. Vale a pena dedicar 120 minutos do seu dia para se divertir com esta agente secreta.


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